Meu cão está muito triste! Existe remédio para depressão canina?

Publicado pela Equipe SERES | 10 julho 2022

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Assim como os humanos, os cachorros desenvolvem problemas psicológicos. Se notarmos distúrbios no comportamento do pet, em especial a tristeza, desconfiamos de depressão. Mas e agora? Existe remédio para depressão canina? Conheça como essa doença se inicia e seu tratamento.

Cachorro deitado com a expressão triste.

O que é a depressão canina?

Foi-se o tempo em que se pensava que animais eram seres que somente agiam por instinto. Hoje em dia, está mais que comprovado que eles são seres sencientes, ou seja, possuem sentimentos e emoções. 

Alguns fatores, que chamamos de gatilhos, são capazes de disparar hormônios e outras substâncias no cérebro de alguns animais, desencadeando a depressão em cachorro. Confira abaixo as principais causas de gatilhos.

Morte de uma pessoa ou animal próximo

Os cachorros são chamados de melhores amigos do homem, e não é à toa. O vínculo que eles formam de afinidade, dependência e lealdade aos humanos é indiscutível.  

Quando uma pessoa sai de casa, o pet espera ansiosamente pela sua volta. Se isso não ocorrer, o animal pode entrar em um quadro de depressão. O mesmo ocorre quando esse pet convive com outros animais e, infelizmente, um vem a óbito. 

Inclusão de um novo membro familiar

A chegada de um novo membro no seio familiar, seja adulto, criança ou pet, também pode ser desgastante para alguns cães. Quando  a rotina muda ou o animal passa a não receber toda a atenção que estava acostumado, isso pode desencadear depressão.

Falta de atividade

Geralmente os cães são animais ativos, ainda mais no início da vida. Se esse animal não faz passeios e atividades físicas, sobra energia para gastar. Devemos oferecer brinquedos e participar das brincadeiras. Passear na rua, correr nos parques e em locais seguros certamente auxilia no bem-estar do seu animal.

Cães que ficam presos, sem interagir com outros animais ou humanos, são mais propensos a necessitar de tratamento da depressão. Garantir que o cachorro possa expressar seu comportamento natural é importante para a prevenção e futura necessidade de tomar remédio para depressão canina.

Traumas 

Alguns animais passam por situações na vida que podem gerar traumas. Abandono e maus tratos são os mais comuns, porém, eventos cotidianos também podem desencadear sintomas depressivos, como uma visita ao médico-veterinário, cirurgias, falta de afinidade com criança ou uma pessoa específica, etc. 

Sensação de abandono

Alguns pets formam um vínculo emocional muito grande com seu tutor ou outra pessoa com quem tenham contato próximo. Quando essa pessoa se afasta do animal para ir trabalhar, por exemplo, o cachorro sente medo e aflição excessiva. Esse desvio de comportamento é chamado Síndrome da Ansiedade de Separação (SAS).

Entre as alterações comportamentais, a SAS é a mais frequente. O cão ansioso tende a latir bastante, destruir objetos quando está longe do tutor, urinar e defecar em locais inapropriados. Em casos graves, pode apresentar vômito e salivação. O médico-veterinário pode prescrever medicamentos psicoativos para o cachorro.

Cachorro sentando na grama com expressão triste.

A separação entre o filhote e a mãe ou a ninhada também pode gerar desvio de comportamento. Nas primeiras semanas, é normal que o filhote tenha ansiedade e depressão, pois precisa se habituar a um novo lar com novas pessoas. Se o problema persistir, o médico-veterinário deve ser consultado.

Da mesma forma, a mãe que acabou de desmamar seus filhotes, ou se eles foram separados dela precocemente, também podem desenvolver a Síndrome de Ansiedade de Separação.

Como saber se meu cachorro tem depressão?

Sempre que falamos em depressão, o primeiro sintoma que vem à mente é a tristeza, e isso, em partes, é verdade. O cachorro pode perder o interesse em passear, brincar e se aproximar de seu tutor. Ele acaba se isolando de outros animais e do convívio familiar, porém, alguns sinais de agressividade também podem ser observados. 

O cão pode apresentar lambeduras e mordiscamentos de uma região do corpo, causando feridas pela automutilação. Nesses casos, é importante fazer o diagnóstico o quanto antes e medicar para que o pet não se machuque ainda mais.

Outros sinais incluem perda de apetite (inclusive dos alimentos que mais gosta), muita sonolência (passam a maior parte do tempo em suas caminhas) e rejeição ao carinho.

Como é feito o diagnóstico? 

Se o seu amigo apresenta algum dos sintomas acima, é preciso levá-lo ao médico-veterinário comportamentalista. Após uma investigação apurada por outras doenças que possam causar sintomas semelhantes à essa alteração psicológica, começam as suspeitas de depressão canina.

Se o animal não apresentar alterações importantes na avaliação física, exame de sangue e de imagem, como ultrassom e radiografia, é provável que o pet tenha depressão.

Existe tratamento?

Felizmente, existe tratamento da depressão! Em casos mais leves, é possível fazer algumas correções do ambiente e das condições que o animal vive. Oferecer mais atenção, brincadeiras e atividades físicas pode ajudar. O importante é identificar o que está deixando o animal triste e corrigir essa situação. 

Em outros casos, será necessário usar remédio para depressão canina prescritos exclusivamente pelo médico-veterinário. Remédios homeopáticos, antidepressivos e ansiolíticos são comumente usados com o intuito de amenizar os sintomas para que seu amigo volte a ser um cão feliz e saudável. 

No ramo veterinário, existe um profissional veterinário especializado em comportamento animal. Ele seria a pessoa mais indicada para descobrir os gatilhos que desencadearam a depressão e fazer o acompanhamento psicológico do seu amigo, muitas vezes prescrevendo medicamentos alopáticos.

Como prevenir a depressão canina?

A prevenção é a melhor maneira de diminuir as chances de o pet ter distúrbios psicológicos e ficar dependente de remédio para depressão canina. Garantir o bem-estar animal com água fresca, alimento de qualidade e ambiente limpo e arejado é primordial.

Oferecer muito carinho e atenção, brinquedos e atividades atrativas, especialmente quando o animal está sozinho, ajuda o pet a passar o tempo e se sentir menos abandonado. Se houver chegada de outro membro na família, deve-se fazer a adaptação de forma gradual. 

Cachorro triste na colo do tutor.

Antes de adquirir um animal, é importante conhecer as demandas emocionais e físicas da raça. Se um cachorro tem suas necessidades atendidas, diminuem as chances de, no futuro, ele precisar fazer uso de remédio para depressão canina. Visite nosso blog e confira tudo sobre a saúde do seu pet!

Aqui você encontra artigos incríveis sobre saúde e cuidados que podem ajudar a melhorar o bem-estar de seu bichinho de estimação, seja qual for a espécie do pet. Afinal de contas, o nosso instinto é cuidar!

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