Como tutor sempre preocupado com seu peludinho, você deve ficar muito atento à paralisia repentina em cachorro. Os motivos podem ser variados e, neste artigo, vamos explorar alguns deles.

Cachorro deitado.

A paralisia canina vem nos mostrar que algo ocorre no sistema nervoso, seja periférico, seja central. Portanto, assim que perceber sinais de dificuldade em caminhar, pense em levar seu animalzinho ao veterinário para excluir alguma causa mais preocupante.

Motivos de uma paralisia repentina

Dentre o que causa paralisia em cachorro, temos desde causas prévias, relacionadas a algum problema de saúde do seu cãozinho, até traumas, presença de parasitas ou vírus. 

A paralisia repentina em cachorro pode ocorrer realmente de modo repentino ou parecer repentina, mas estar relacionada a algum contato anterior com substâncias ou vírus capazes de gerar essa falha na locomoção. Agora, vamos conhecer as principais causas da paralisia.

Trombo ou coágulo

Se houver algum problema prévio de coagulação em seu animalzinho, essa placa pode obstruir algum vaso e afetar a locomoção, levando a uma paralisia repentina em cachorro. Pode haver comprometimento cardiovascular, dependendo do local de fixação do trombo/coágulo.

Polirradiculoneurite idiopática aguda

Essa palavra estranha nada mais é que uma inflamação nas raízes nervosas ou de nervos periféricos em cães. Há semelhança com a Síndrome de Landry-Guillain-Barré humana.

Apesar de sua baixa incidência em cães, é a polineuropatia mais comum. Pode, em alguns casos, estar relacionado à vacinação e/ou estresse e, nesse caso, os sinais neurológicos do cachorro doente aparecem de 7-14 dias após o agente causador.

Os primeiros sinais são uma alteração na caminhada, com flacidez dos membros, progredindo para tetraparesia, seguida de tetraplegia. O peludinho continua com fome e sede, mas não consegue se levantar para se alimentar. Urina e defeca normalmente.

A doença acomete o sistema nervosos periféricos, podendo envolver os nervos cranianos (que saem do encéfalo) ou os nervos espinhais (que saem da medula espinhal). Caso o envolvimento seja nos nervos espinhais que controlam os músculos responsáveis pela respiração, o caso é mais grave, pois o animal pode ter uma parada respiratória.

Toxicidade por ingestão de macadâmia

Além de tremores, fraqueza, agitação, vômito e diarreia, a toxicose por ingestão de macadâmia pode causar paralisia em cachorro. Os valores de ingestão estão entre 2,4 e 62,4 g/kg de peso do animal, e os sinais podem aparecer até 12 horas após a ingestão. 

A paralisia repentina em cachorro é, normalmente, ascendente com um retorno do quadro de modo natural. Caso a reação do animal seja muito forte, recomenda-se internação para cuidar dos sinais. Os sistemas afetados são o gástrico, com vômitos e diarreia, e o sistema nervoso.

Cachorro deitado.

Por isso, cuidado com os alimentos humanos divididos com os peludinhos. A macadâmia, na maioria das vezes, está acompanhada de outro vilão: o chocolate. Conhecer o que seu animalzinho pode ou não comer é uma demonstração de carinho.

Paralisia do carrapato

A saliva de alguns carrapatos fêmeas, especialmente dos gêneros Dermacentor e Amblyomma (que não há no Brasil), podem causar uma paralisia repentina em cachorro devido às neurotoxinas presentes nessa saliva. 

Os sinais costumam ocorrer entre 6 e 9 dias após a fixação do carrapato, sendo importante ressaltar que nem todo peludinho em contato com carrapatos vai desenvolver essa paralisia, e nem todo carrapato libera essa neurotoxina. 

Os sistemas afetados são o nervoso periférico e neuromuscular, podendo chegar aos nervos cranianos, como o facial; e o sistema respiratório, já que há envolvimento dos nervos que controlam o diafragma.

Toxicidade por organofosforado

Alguns inseticidas possuem essa substância como base, e ela pode ser tóxica para humanos e animais. Nos cães, a paralisia repentina em cachorro pode ocorrer quando o produto entra em contato via ingestão, pele ou inalação. 

Os sistemas afetados são o nervoso, com tremores e espasmos musculares, bem como uma eventual paralisia; o cardiovascular; o gastrointestinal (com aumento de saliva, vômitos, diarreia e dor abdominal); o oftálmico, com diminuição da pupila (miose) e lacrimejamento; e o respiratório.

Lesões ou traumas

Se ocorrer uma lesão na coluna vertebral toracolombar completa nos segmentos T3 a L3 da medula espinhal, teremos uma extensão dos membros torácicos (anteriores) e uma paralisia dos posteriores, levando a uma paralisia repentina em cachorro. Esse fenômeno é chamado de Schiff-Sherrington, e o sistema acometido é a medula espinhal que faz parte do sistema nervoso central.

Infecções virais

Entre as infecções virais capazes de causar uma paralisia repentina em cachorro, a mais preocupante é a raiva, gerando uma paralisia mandibular seguida de uma paralisia dos membros em forma de cavalete. Afeta o sistema nervoso central e, até o momento, não tem cura.

Como tratar a paralisia repentina em cachorro?

Antes de mais nada, para a paralisia em cachorro ter cura é necessário saber qual sua origem e somente o médico-veterinário é o profissional qualificado para reconhecer qual doença está acometendo seu peludinho!

Os tratamentos podem variar dependendo da especialidade veterinária escolhida. Em casos traumáticos, pressupõe-se o tratamento cirúrgico; das infecções, tratamentos não paliativos; na toxicose e tratamento ambulatorial.

Cachorro deitado.

Nós, da Seres, entendemos a sua preocupação e estamos sempre com o melhor time de colaboradores para atender seu peludinho. Escolha a unidade mais próxima e venha sempre que precisar!