As feridas em cachorro podem acontecer devido a traumas, ectoparasitas ou diversas outras doenças. A lesão deve sempre ser avaliada para que o melhor protocolo de tratamento possa ser estabelecido. Veja as principais situações que podem lesionar a pele do seu bichinho! 

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Causas de feridas em cachorro que você precisa conhecer

Conheça algumas possíveis causas de feridas na pele do cachorro, comuns em pets de diferentes idades! 

Feridas resultantes de traumas, auto-traumatismo por prurido (coceira), dor ou comportamental

Se o seu pet teve acesso às ruas sozinho e apareceu com uma ferida, ela pode ser resultante de algum trauma. Às vezes, o animal envolveu-se em uma briga com outro cão ou sofreu maus tratos. Também há chances dele ter sido atropelado.

Além disso, as lesões por traumas podem acontecer em casa. Às vezes, os animais esbarram em algo ou podem sofrer algum arranhão durante a brincadeira com outro pet. 

Quando for algo superficial, o que passar em ferida de cachorro? Caso tenha sido apenas um arranhão, mantenha o local limpo. Já se o peludo levou uma mordida que perfurou a pele, leve-o ao médico-veterinário, pois é muito comum este tipo de lesão ser pequena por fora, porém ter maior extensão abaixo da pele, onde não se vê, o que pode gerar infecção no local, já que a boca é um local muito contaminado.

Dermatite fúngica ou bacteriana pode causar ferida em cachorro

Algumas doenças de pele são causadas por fungos ou bactérias. Na maioria das vezes, o tutor nota o cachorro caindo pelo e com feridas, além de coceira e alteração na cor da pele. 

Nesse caso, não há um remédio caseiro para ferida em cachorro. O animal precisa ser examinado para que o melhor tratamento seja definido pelo médico-veterinário. Além de banhos com shampoo adequado, é provável que ele receba alguma medicação oral.

Feridas em cachorro causadas por pulgas e carrapatos

Quando o animal fica parasitado por carrapato, e o tutor tira o aracnídeo ou aplica alguma medicação para eliminar o parasita, é possível perceber feridas em cachorro. Se isso acontecer, mantenha a região limpa e acompanhe a cicatrização. 

Ainda há situações nas quais o animal de estimação é alérgico à picada de pulga. Quando isso ocorre, é comum notar uma queda intensa de pelo perto do rabo e na região dorsal. As lesões também são frequentes. É preciso que o médico-veterinário avalie-o para definir o diagnóstico e como tratar feridas em cachorro.

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Sarna pode causar feridas na pele 

Existem dois tipos de sarnas: ambas causadas por ácaros, que podem acometer os cães: a sarcóptica e a demodécica. A primeira é altamente transmissível, causa muita coceira, queda de pelo e feridas em cães e humanos, portanto é uma zoonose.

Já a segunda não é transmissível, mas também pode causar coceiras e feridas. Ambas devem ser tratadas. Por isso, caso note feridas em cachorro, leve-o para ser examinado o quanto antes. A sarna sarcóptica evolui rápido e causa muito incômodo.

Contato com produto químico

Também há casos em que o animal entra em contato com algum produto que causa alergia ou fere a pele. É o que acontece, às vezes, quando o tutor vai limpar a casa e deixa o pet correndo na água com desinfetante, enquanto o chão é lavado. 

Muitas vezes, o animal desenvolve uma doença de pele acompanhada por coceira, causando, consequentemente, feridas em cachorro.

Câncer de pele ou carcinoma de células escamocelular

Embora possa acometer animais de qualquer idade, cor e raça, o carcinoma escamocelular é mais frequente em pets clarinhos e expostos ao sol por muito tempo. O principal sinal clínico notado pelo tutor é uma ferida ou mancha avermelhada que não cicatriza.

A causa do câncer de pele em cães é a exposição à luz solar. Por isso, frequentemente, o tutor nota as feridas em cachorro em locais com menos pelo, como, por exemplo, na  barriga e na virilha. 

Essa doença tem tratamento. No geral, ele é feito por meio de remoção cirúrgica da área afetada. Por isso, quanto antes o animal for examinado, e menor for a lesão, melhor. 

Leishmaniose canina

Esta doença é causada por protozoário do gênero Leishmania e pode apresentar-se de duas formas: leishmaniose tegumentar (cutânea) e leishmaniose visceral canina. No caso da primeira, a presença de feridas é um dos sinais clínicos. Ela pode se manifestar na pele e nas mucosas tanto do nariz quanto da boca.

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Embora, por muitos anos, o animal diagnosticado com leishmaniose no Brasil fosse, obrigatoriamente, sacrificado, agora, isso mudou. O tratamento já é permitido. Saiba mais sobre essa doença, os sinais clínicos e como evitá-la!