7 perguntas e respostas sobre convulsão em cachorro

Publicado pela Equipe SERES | 10 julho 2022

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Quando o tutor vê pela primeira vez uma convulsão em cachorro é comum que ele se assuste. Não é fácil ver o pet que a gente ama tendo contrações musculares involuntárias e ficando, muitas vezes, inconsciente. Mas é importante saber que muitos pacientes respondem muito bem ao tratamento. Saiba a seguir por que os cães têm convulsão e tires suas dúvidas sobre o assunto.

Cachorro deitado na grama

Como acontece a convulsão em cachorro?

A convulsão acontece quando alguma lesão ou substância altera a função do cérebro, causando disparos elétricos em momentos que eles não deveriam ocorrer.

O resultado disso são contrações musculares anormais, que podem ser acompanhadas de perda de consciência, salivação, micção, defecação e até vômito.

Epilepsia é a mesma coisa que convulsão?

A epilepsia é a doença que se caracteriza por convulsões recorrentes cuja origem está no cérebro do animal. Ou seja: se o seu pet tende a ter queda dos níveis de glicose no sangue e por isso convulsiona, ele não é epiléptico, porque a causa das crises é extracraniana.

Seja qual for o caso, é preciso que o pet seja examinado o quanto antes, assim que o tutor notar um caso de convulsão em cães. Afinal, a convulsão é um sinal de que alguma coisa está errada — dentro ou fora da cabeça do pet.

A convulsão em cachorro acontece em todas as raças?

Sim! Qualquer pet, independentemente do sexo, da raça, do porte ou da idade pode apresentar um quadro de convulsão em cães. Contudo, há algumas raças que são mais predispostas aos quadros de epilepsia, como, por exemplo:

  • Beagles;
  • Pastores alemães;
  • Border Collies;
  • Labradores.

Nessas raças a epilepsia tem bases genéticas _a convulsão não acontece porque o pet tem uma lesão intracraniana, mas porque os neurônios não funcionam muito bem. A lista inclui ainda:

  • Setter Irlandês;
  • Collie;
  • Poodles miniatura;
  • Golden Retriver,;
  • Schnauzer miniatura;
  • Husky siberiano;
  • Fox Terrier de pelo duro;
  • Cocker Spaniel;
  • São Bernardo;
  • Boxer;
  • Lhasa.

Cachorro deitado no chão da cozinha

Há doenças que podem levar o cachorro a ter uma convulsão?

Sim, há! A convulsão em cães, além da origem genética, pode ser causada por outras doenças ou lesões. Animais que sofreram, por exemplo, traumatismo craniano, podem apresentar um quadro convulsivo logo após o acidente ou anos depois.

Doenças virais, como a cinomose, também podem causar convulsões. Há ainda doenças inflamatórias, deficiências nutricionais e quadros de acidente vascular.

A presença de tumores, intoxicações ou doenças hepáticas ou renais também pode ser gatilho para essas crises.
Como você pode ver, são vários os motivos que podem deixar o cachorro com convulsão. Portanto, para a gente afirmar que a causa pode ser genética, tem que ter certeza de que o animal não tem nenhuma dessas doenças causando as crises convulsivas.

Como saber se o meu cachorro está convulsionando?

São vários os sinais que podem indicar que o cachorro está tendo uma convulsão. No quadro mais típico, que é o generalizado tônico-clônico, o animal cai de lado e alterna movimentos de extensão dos membros com flexão, dando a sensação e que está pedalando. Ele pode também salivar, urinar e defecar, mas isso nem sempre acontece.

A convulsão em cachorro pode durar desde alguns segundos até minutos. E pode acontecer uma vez ou até várias vezes seguidas.

O que fazer quando o cachorro tiver convulsão?

Mantenha a calma e cuide para que ele não se machuque, colocando-o no chão e longe de móveis pontiagudos. Lembre-se de que todos os movimentos do cão nesse momento são involuntários. Não tente segurar a língua nem os membros do animal. Depois que a crise acabar, siga com ele para um hospital veterinário.

Cachorro deitado com a boca aberta

Há tratamento para a convulsão em cachorro?

Sim, há. Antes de indicar o remédio para convulsão canina, o médico-veterinário irá examinar o animal e, provavelmente, solicitar diversos exames. É possível que ele peça desde exames de sangue, para avaliar a possibilidade, por exemplo, de um processo inflamatório ou infeccioso, até uma tomografia ou ressonância.

Tudo dependerá do histórico e dos achados durante o exame clínico. Quando a origem do problema é encontrada, a doença é tratada. Já quando a convulsão está ligada à genética do pet, é possível que ele tenha que tomar um remédio para convulsão canina diariamente, para toda a vida.

Lembre-se sempre de que a convulsão em cachorro é um alerta. Se o seu pet apresentou esse problema, ligue agora mesmo para a Seres e agende o atendimento!

Aqui você encontra artigos incríveis sobre saúde e cuidados que podem ajudar a melhorar o bem-estar de seu bichinho de estimação, seja qual for a espécie do pet. Afinal de contas, o nosso instinto é cuidar!

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