Com o aumento da sobrevida dos pets, é comum que doenças que antes eram pouco diagnosticadas passem a estar mais presentes na rotina clínica. Uma delas é o câncer, que pode afetar qualquer órgão do corpo do animal. Isso torna a oncologia veterinária um ramo de atuação ainda mais importante. Conheça! 

oncologia veterinaria

O que é oncologia veterinária?

Mas o que significa oncologia? Essa palavra é derivada de “onkos”, que quer dizer massa, e de “logia”, que significa estudo. Assim, pode-se dizer que oncologia é o estudo de tumores. É por isso que, popularmente, essa área de estudo é chamada de cancerologia.

Sabendo o que é oncologia, é importante perceber que embora conhecida há muito tempo e com estudos de tumores em animais sendo realizados há vários anos, foi apenas em 2013 que o Conselho Federal de Medicina Veterinária habilitou essa especialização. 

De lá para cá, a Associação Brasileira de Oncologia Veterinária pôde conceder o título de especialista aos profissionais. Essa especialização é de suma importância, visto que, a cada ano que passa, a qualidade de vida dos pets melhora.

Com isso, a expectativa de vida também tende a ser maior, o que aumenta a chance do aparecimento de tumores. Embora qualquer médico-veterinário esteja apto a tratá-los, como se trata de uma doença muito complexa, sempre que possível, a presença de um especialista que estabeleça o protocolo de tratamento é indicada. 

O que é um oncologista veterinário?

Para que uma pessoa atue como oncologista veterinário no Brasil, ela precisa fazer um curso de graduação em Medicina Veterinária que seja reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). Caso tenha se formado fora do país, é preciso ter o diploma reconhecido pelos órgãos competentes. 

Depois disso, o profissional tem que ser cadastrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) do estado no qual reside. Por fim, é necessário ter concluído uma pós-graduação em oncologia veterinária que seja devidamente reconhecida. 

O que faz um oncologista?

Muitos tutores têm a curiosidade de saber o que faz um oncologista que trabalha com animais de estimação. Você também? Esse profissional atua tanto com o diagnóstico de tumores quanto com a escolha do protocolo do tratamento de câncer e sua realização. 

Quais os tratamentos usados na oncologia veterinária? 

A cada ano que passa, a oncologia animal se desenvolve mais. Novos estudos sempre são realizados, visando encontrar alternativas de tratamentos para os mais diferentes tipos de câncer que acometem tanto os animais de estimação como as demais espécies. 

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Embora ainda existam muitos estudos a serem feitos, é fato que a oncologia voltada para animais já evoluiu muito. Atualmente, embora a cirurgia muitas vezes seja o método escolhido para tratamento, há diversas alternativas. Conheça as principais. 

Cirurgia 

Esse é o método de tratamento mais antigo usado na medicina veterinária referente à oncologia. Trata-se da remoção cirúrgica da massa tumoral, com o intuito de evitar metástase e melhorar a qualidade de vida do paciente. É o protocolo adotado até hoje no tratamento de câncer de mama em cães, por exemplo.

Quimioterapia 

Embora muitos tutores não saibam, a quimioterapia também faz parte das alternativas de tratamento usadas no ramo da oncologia veterinária. A administração de vincristina intravenosa, por exemplo, é um dos principais tratamentos do TVT (Tumor Venéreo Transmissível).

O procedimento se baseia na administração de fármacos citotóxicos, que visam causar danos nas células tumorais, impedindo a sua replicação. Em alguns casos, o procedimento consegue levar a uma remissão completa e prolongar a vida do animal. Esse protocolo também é muito usado na rotina clínica.

Eletroquimioterapia

Une o uso de fármacos comumente usados na quimioterapia convencional à eletroporação. A intenção é fazer com que a entrada de uma droga nas células tumorais seja mais eficiente. 

Para isso, a eletroporação, que consiste na aplicação de pulsos de campo elétrico externos à célula, de maneira que consiga aumentar a permeabilidade delas. Dessa forma, possibilita que o fármaco atue com mais eficiência, o que diminui a quantidade de quimioterápico administrado. 

Imunoterapia

Consiste em estimular o sistema imunológico visando criar uma resposta antitumoral e consequente combate à doença. Embora seja um tratamento frequente na medicina humana, ainda há muito a ser estudado para que a sua viabilidade na oncologia veterinária seja elucidada. 

Algumas pesquisas, por exemplo, tentam descobrir se a imunoterapia é eficiente para o tratamento de linfoma de células B em cães. Há também estudos que visam descobrir se o uso dela com a quimioterapia é eficiente e pode aumentar a sobrevida do animal. 

Radioterapia

Embora a radioterapia seja uma boa alternativa de tratamento para diversos tipos de tumores sólidos no cão e no gato, seu uso ainda é reduzido devido à necessidade de ter um ambiente e equipamentos adequados para que o tratamento seja feito. Ele se baseia na radiação ionizante.

Tem como vantagem não apresentar efeitos sistêmicos e afetar apenas as células que sofrem a radiação. Isso minimiza o desenvolvimento de efeitos colaterais. A radioterapia pode ser usada como única forma de tratamento ou junto ao procedimento cirúrgico, por exemplo. 

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Embora o tratamento de câncer em animais de estimação seja viável, sempre que possível, é preciso evitá-lo. E, muitas vezes, alguns cuidados podem colaborar para que isso aconteça.

É o que ocorre, por exemplo, em tumores de pele em gatos. Conheça essa doença e veja como preveni-la!