Os gatos são animais muito peculiares e que nem sempre demonstram de maneira clara — ao menos aos olhos humanos — o que querem expressar. Para entendermos os sentimentos desses peludos, precisamos compreender suas atitudes e comportamentos, principalmente para identificar um gato ansioso.
A melhor maneira de ajudar um gato ansioso é obtendo informação. Saber que aproximadamente 90% dos gatos têm ansiedade e ela se revela quando o gato antecipa a ameaça.
A ansiedade felina é definida como o medo de uma ameaça, que pode ser real ou não. Assim, a ansiedade é o sentimento constante de que algo negativo está prestes a ocorrer, mesmo que não aconteça.
Em outras palavras, o gato ansioso mantém uma aflição contínua de que a qualquer momento algo ruim pode passar com ele. Não à toa, viver dessa maneira é prejudicial à saúde do pet e de toda a família.
Geralmente, o gato tem ansiedade após algum evento traumático que tenha gerado dor, medo ou desconforto. Algumas situações podem ser bastante peculiares e aparentemente inofensivas, como ir ao médico-veterinário, passear de carro, receber visitas em casa, etc. A seguir, listamos três importantes causas de ansiedade.
Doenças e dor podem deixar o gato com ansiedade. Caso ele esteja tomando medicação, pode se estressar ao saber que, em instantes, será contido para tomar o remédio.
Outro exemplo é um animal que sofre de problemas articulares e evita usar a caixinha de areia porque antecipa o sentimento de dor que a posição de abaixar o corpo para urinar e defecar gera.
Esses bichanos são animais bastante territorialistas. Em um ambiente com mais animais, eles podem se sentir ansiosos. Se houver cachorros, eles podem ter medo constante. Se houver outros gatos que não se dão bem, isso também é um gatilho para a ansiedade.
Em lares com mais de um animal, é comum o gato mais quietinho ter problemas de ansiedade, pois ele pode sofrer agressões dos outros animais, deixar de usar a caixinha de areia, comer, beber água e brincar. Essa situação, além da alteração psicológica, também gera problemas na saúde do gato.
Gatos que são comumente punidos com gritos e castigos físicos também acabam sendo ansiosos, principalmente se essa situação ocorreu nas primeiras semanas de vida, no período ideal de aprendizagem e descobertas do mundo.
O gato é um animalzinho meticuloso. Qualquer alteração na rotina do seu dia a dia pode ser motivo de estresse e ansiedade. Devemos ficar atentos, pois a mais mera alteração não tão óbvia e expressiva pode significar muito para o gato, como a mudança de um móvel da casa.
Outras situações geram ansiedade, como troca de comida, ida ao consultório veterinário, chegada de um bebê ou visitas, mudança de casa, viagem, introdução de um novo animal ou pessoa à família.
Saber identificar os sinais de ansiedade em gato é fundamental para ajudá-lo a melhorar seu estado emocional. É importante fazer a avaliação clínica do médico-veterinário para descartar outras doenças fisiológicas que se assemelhem ao comportamento ansioso.
Algumas alterações na linguagem corporal podem ser observadas, como colocar as orelhas para trás, lamber-se desenfreadamente a ponto de caírem pelos, estar com as pupilas dilatadas quase todo o tempo e ter sono leve, aparentando não relaxar. Outras mudanças incluem:
Alguns animais apresentaram vários dos sinais aqui citados, outros apenas tiveram o comportamento alterado de forma muito sutil. Por isso, a atenção a qualquer comportamento anormal deve ser redobrada.
Uma vez que o gato ansioso já manifestou os sinais clínicos, devemos identificá-los e corrigi-los. O médico-veterinário, principalmente o especialista em comportamento animal, é o profissional mais indicado para o correto manejo dessas situações, mas algumas mudanças na rotina e cuidados com o gato podem auxiliar.
Se foi identificado que o que deixa o gato ansioso é a obediência a outros animais, é importante oferecer um enriquecimento ambiental para que esse pet se sinta seguro. Rotas de fuga, como disponibilizar prateleiras para subir e deixar as portas abertas, permitem que ele fuja de situações em que está encurralado.
Ofereça também um esconderijo, seja um cômodo, seja uma casinha, onde esse animal possa se sentir seguro sem a ameaça de outros. Providenciar várias caixas de areia para que ele tenha opções de escolha para fazer suas necessidades fisiológicas são fatores importantes para diminuir o estresse do animal.
Manter uma rotina previsível também é um ponto importante, pois os gatos gostam de se sentir no controle das situações. Estabelecer os locais de alimentação e caixa de areia ajuda a evitar a ansiedade. Se for necessário a troca de alimentação, caixa de areia, mudança de móveis na casa, introdução de novos animais ou pessoas ao núcleo familiar, isso deve ser feito de forma gradual.
O excesso de afeto também pode ser um incômodo. Devemos deixar o pet se aproximar e demonstrar que quer carinho. Manuseá-lo sem que ele queira pode deixar o gato estressado.
O enriquecimento ambiental com brinquedos, arranhadores e outras atividades ajuda a diminuir a ansiedade. Em alguns casos, medicamentos ou produtos à base de feromônio felino ajudam a acalmar o gato ansioso. Se notar alguma alteração no seu amigo, conte com nossa equipe para mais informações.
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