Quanto mais tempo os pets vivem, maiores as chances de apresentarem alguns problemas de saúde, como é o caso do AVC em gatos. Ele pode ocorrer de dois jeitos: isquêmico e hemorrágico. Conheça cada um deles e saiba mais sobre o diagnóstico e o tratamento.

avc em gatos

O que é o AVC em gatos?

AVC é a sigla de “Acidente Vascular Cerebral”, mas o mais correto seria usarmos AVE (Acidente Vascular Encefálico), já que dentro do crânio do pet há o encéfalo inteiro, composto pelo cérebro, mas também pelo cerebelo e pelo tronco encefálico.

Ele é chamado de isquêmico quando algo entope o vaso e impede que o sangue chegue ao tecido. É o caso, por exemplo, do AVC causado por um trombo.

Além disso, há também o AVC em gatos, idosos ou não, que é classificado como hemorrágico. Ele ocorre quando um vaso sanguíneo que é responsável por carregar o sangue para o cérebro se rompe e gera um sangramento local. No geral, os casos de AVC em gatos podem estar ligados a uma doença já existente, como, por exemplo:

  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Insuficiência renal crônica,
  • Hiperadrenocorticismo (mais comum em cães).

Quais os sinais clínicos de AVC em gatos?

Para o cérebro funcionar bem, ele precisa ter o sangue circulando a todo momento. Uma vez que um vaso sofra uma obstrução (AVC em gatos classificado com isquêmico) ou uma ruptura e vazamento de sangue (AVC hemorrágico), esse sangue não circula como deveria.

Quando o fluxo de sangue é interrompido, o cérebro não recebe o oxigênio e a glicose que precisa. Com isso, seu funcionamento é prejudicado, e o animal pode apresentar sintomas de AVC em gatos, que variam conforme a área que foi afetada e podem ser:

  • Redução de consciência;
  • Apatia;
  • Perda de movimentos;
  • Convulsão,
  • Alterações de comportamento.

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Diagnóstico

Como os sinais clínicos podem ser os mesmos de outras encefalopatias, ao levar o animal ao médico-veterinário é provável que ele solicite uma série de exames. Isso se faz necessário para determinar se é um caso de AVC em gatos ou se há outra doença neurológica envolvida. Dentre os exames podem ser solicitados:

  • Exames de sangue e urina;
  • Aferição da pressão arterial para verificar se o pet é hipertenso;
  • Eletrocardiograma;
  • Análise do liquor (líquido que banha o sistema nervoso);
  • Tomografia computadorizada (TC),
  • Ressonância magnética (RM).

Tratamento

Muitas vezes, o tratamento de AVC em gatos tem início antes mesmo dos exames, para que o diagnóstico definitivo possa ser estabelecido. O intuito inicial é estabilizar o animal para evitar a progressão das lesões e possíveis complicações.

Uma vez que o AVC em gatos é diagnosticado, é provável que o profissional opte por deixar o animal internado por pelo menos 48 horas. Isso é importante para que ele seja monitorado e receba o tratamento indicado, que inclui:

  • Manutenção da pressão arterial;
  • Oferta de oxigênio;
  • Manutenção da glicemia;
  • Diuréticos;
  • Anticonvulsivantes, quando necessário;

Além disso, a fisioterapia de gatos com AVC pode ser recomendada depois do tratamento medicamentoso inicial. Os procedimentos poderão ajudar o pet a se recuperar de possíveis lesões motoras. Em suma, o quadro é muito delicado e vai requerer a atenção do tutor.

É possível evitar?

Embora o AVC em gatos não possa completamente ser evitado, alguns cuidados podem minimizar as chances desse problema ocorrer com o seu pet.

O principal deles é a realização de check-ups anuais para que qualquer possível doença seja detectada ainda no início e possa ser tratada, evitando quadros mais graves.

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