Seu bichano está com dificuldade para defecar? Então, saiba que esse é um dos sinais clínicos que podem sugerir um quadro de fecaloma em gatos. Descubra o que é, o que fazer e como evitar esse problema!

Gato no sofá

O que é fecaloma em gatos?

Embora o nome possa parecer um pouco diferente, fecaloma felino nada mais é do que o cocô que fica ressecado e preso no intestino. Dependendo do caso, o seu animal de estimação poderá precisar de ajuda para que consiga defecar.

Há várias causas para a formação de fecaloma em gatos. Uma delas, que, por sinal, é frequente, é a alimentação incorreta. Embora esses pets sejam carnívoros, eles precisam ingerir uma quantidade adequada de fibras.

Quando o tutor tenta dar ao bichano uma alimentação caseira sem ser balanceada, muitas vezes essa ingestão de fibras acaba sendo menor do que o necessário. Se isso acontecer, há maiores chances da formação de fecaloma.

Sem a quantidade de fibras adequada, as fezes podem se acumular no intestino grosso, onde perdem água e endurecem. Além da falta de fibras, outro problema frequente e que pode resultar na formação de fecaloma felino é a baixa ingestão de água.

Os gatinhos costumam ser exigentes nesse quesito. Eles gostam de água bem limpa e fresca. Quando não a encontram, muitas vezes acabam ingerindo menos quantidade de líquido do que o necessário.

Como a água é essencial para a formação do bolo fecal, se ela não é consumida adequadamente, há maiores chances de o bichano ter as fezes ressecadas e retidas.

Há ainda os que deixam de fazer cocô por causa da caixa de areia estar suja. Se ela não for limpa corretamente, o felino não vai querer usá-la, evitando defecar. Com isso, aumentam as chances de ocorrer um fecaloma felino.

Outras causas da formação de fecaloma

Além dos problemas de manejo nutricional e higiênico, há outras causas que podem predispor à formação de fecalomas em gatos. Entre elas:

  • Diabetes ou insuficiência renal;
  • Dor articular, que resulte em dificuldade de ficar na posição adequada para defecar;
  • Doenças neuromusculares e déficit de cálcio;
  • Traumatismos;
  • Tricobezoares — bolas formadas por pelos, que se acumulam no intestino e são ingeridos durante a higienização natural dos gatos;
  • Obstrução devido à presença de tumor;
  • Fratura pélvica;
  • Presença de corpo estranho que possa estar obstruindo a passagem do bolo fecal.

Todos esses problemas podem levar ao acúmulo de fezes no intestino grosso, com posterior ressecamento e formação do fecaloma felino. Essas possíveis causas precisarão ser investigadas, para que o melhor protocolo de tratamento seja estabelecido pelo médico-veterinário.

Gato visto de lado

Sinais clínicos e diagnóstico

O tutor poderá notar que o animal está indo diversas vezes até a caixa de areia, mas não consegue defecar. Ao limpá-la, é possível notar a ausência de fezes, e isso deverá servir como um alerta de que algo não está bem.

Alguns animais chegam a chorar ao tentarem defecar, o que sugere dor. Além disso, mesmo que o tutor note que há a presença de fezes, mas que elas estão em pequenas quantidades e duras, ele deve levar o pet ao médico-veterinário. Afinal, isso é sinal de que algo não está bem e pode ser um dos sintomas de fecaloma.

Dessa forma, podemos citar entre os principais sinais clínicos de fecaloma em gatos:

  • Tenesmo — espasmo do esfíncter anal, resultante do gato com dificuldade de fazer cocô;
  • Abdome tenso e duro;
  • Perda de apetite,
  • Vômito — em casos graves.

Ao levar o pet à clínica veterinária, o médico-veterinário vai perguntar sobre o histórico do animal e fazer o exame físico. Muitas vezes, é possível notar que a região abdominal está mais firme e, em alguns casos, durante a palpação, o pet se queixa de dor.

Para fechar o diagnóstico é possível que o profissional solicite um exame radiográfico.

Tratamento

O caso requer tratamento emergencial. A realização de um enema (lavagem intestinal) costuma ser adotada como protocolo inicial. E, muitas vezes, é preciso sedar o gato, para que o procedimento seja feito em segurança.

A fluidoterapia intravenosa (soro) pode ser adotada, visando auxiliar no trânsito das fezes no intestino. Em alguns casos, a administração de laxantes pode ser prescrita pelo médico-veterinário.

Isso vai depender, no entanto, do resultado do exame radiográfico e da existência ou não de corpo estranho ou tumor obstruindo a passagem das fezes.

Quando a constipação é secundária a algum dos problemas de saúde citados anteriormente, a causa primária deverá ser tratada. Por exemplo, no caso do tricobezoar — bola formada por pelos —, o procedimento cirúrgico para a retirada desse corpo estranho pode ser necessário.

Gato ao lado de um arranhador

Outros cuidados e como evitar

Além do tratamento realizado na clínica veterinária, é possível que o profissional indique alguns cuidados domésticos, para que o pet não volte a sofrer com o mesmo problema de saúde. Entre a ações que podem ajudar a evitar a formação de fecaloma em gatos, estão:

  • Garantir água sempre limpa e fresca para o animal;
  • Colocar mais de um pote de água pela casa, para estimular o felino a bebê-la;
  • Usar fonte de água adequada para gatos;
  • Manter a caixa de areia sempre limpa e ter sempre uma para cada gato, mais uma extra. Ou seja, se você tem dois gatos, deve manter três caixas de areia em casa;
  • Escovar o animal, para evitar que ele engula muitos pelos ao se higienizar;
  • Adequar a alimentação e aumentar a ingestão de fibras. Em alguns casos, a adoção de alimento caseiro, formulado pelo médico-veterinário, poderá ser uma alternativa.

Seja qual for o caso, se você suspeitar de ter visto o gato com dificuldade de fazer cocô, leve-o ao médico-veterinário. A equipe da Seres atende 24 horas. Entre em contato!