Os olhos do pet estão amarelos? Pode ser um quadro de icterícia em cães! Ao contrário do que muitas pessoas pensam, isso não é uma doença. A icterícia é um sinal clínico e indica que o seu peludo precisa de cuidados rápidos. Veja o que pode ser e como ajudar o seu animal de estimação!

O que é icterícia em cães?

A icterícia canina ocorre quando o animal fica com a pele, a gengiva, os olhos e o pavilhão auricular amarelos. A cor amarela vem de uma substância chamada bilirrubina. Ela é comumente produzida pelo corpo, mas, em excesso no sangue, leva o pet a ficar amarelado. Isso indica que há algo errado com o animal.

ictericia em cães

O excesso de bilirrubina levando a icterícia pode ser de origem hepática, indicando que há problema no fígado. Mas também pode ser decorrente de alterações sanguíneas como hemólise, ou destruição das células vermelhas do sangue e ainda por obstrução das vias biliares.

Assim, podemos dizer que a icterícia pode ser hepática, pré hepática ou pós hepática.

Por que a bilirrubina causa icterícia em cães?

Para entender como o pet fica amarelo, é preciso compreender uma parte do funcionamento do organismo dele. Então, saiba que, quando hemácias (células vermelhas) ficam velhas, elas são transportadas até o fígado para serem destruídas.

Dessa degradação, surge a bilirrubina, que, em uma situação normal, é eliminada nas fezes e na urina. Para eliminá-la e impedir que se acumule no corpo, causando a icterícia em cachorro, o fígado precisa estar funcionando.

Quando ele está comprometido por qualquer motivo, essa eliminação não é possível, e a bilirrubina se acumula no sangue. Assim, ela é carregada para o corpo todo e impregna as mucosas.

Quais doenças causam icterícia em cães?

Em suma, toda doença que afete o funcionamento do fígado, direta ou indiretamente, pode deixar o cão com os olhos, a pele e outras partes do corpo amareladas. Além disso, doenças que causem hemólise (destruição sanguínea) e obstrução biliar também levam ao acúmulo de bilirrubina no sangue. Entre elas:

  • doença hemolítica;
  • insuficiência hepática;
  • colestase (diminuição ou interrupção do fluxo biliar);
  • leptospirose em cães;
  • rangeliose;
  • babesiose em cães;
  • erlichiose;
  • ingestão de substâncias tóxicas;
  • hepatite infecciosa em cães.

Quando desconfiar de icterícia ou doença hepática em cachorro?

Todo dia é preciso ficar atento ao seu peludo, assim como a tudo o que ele fez e a possíveis mudanças que possam acontecer. Tanto uma alteração no comportamento, quanto uma mudança na cor dos olhos são pontos importantes e que devem ser considerados.

ictericia em cães

Por isso, é indicado que o tutor inspecione o bichinho de estimação sempre que puder. Uma dica é aproveitar a hora em que faz carinho para olhar a boca, os olhinhos, os ouvidos e a pele. Nesses momentos, é possível identificar as mudanças, percebendo a icterícia em cães.

Caso note a boca ou os olhos amarelados, leve-o imediatamente ao médico-veterinário. Além disso, dependendo do que o pet tiver, ele pode apresentar sinais clínicos, como:

  • vômito;
  • perda de peso;
  • pele do cachorro amarelada;
  • aumento da ingestão de água;
  • urina escura e alaranjada;
  • apatia;
  • cachorro com olho amarelo;
  • anorexia;
  • cachorro com gengiva amarela;
  • ascite (acúmulo de líquido na barriga, com aumento de volume abdominal).

Como tratar doenças hepáticas em cães?

Caso note qualquer uma dessas alterações no animal, o primeiro passo é levar o peludo ao médico-veterinário. Durante o exame físico, o profissional já consegue identificar a icterícia em cães.

Assim, uma vez que tenha encontrado esse sinal clínico, ele vai buscar o que está fazendo com que a bilirrubina não seja eliminada. Para isso, ele poderá solicitar diversos exames que auxiliarão a finalizar o diagnóstico, como:

  • análise do sangue;
  • exame de urina;
  • ultrassonografia;

ictericia em cães

Uma vez que o diagnóstico seja definido, o médico-veterinário vai determinar como tratar doença hepática em cães. No geral, são administrados:

  • protetores hepáticos;

Além disso, é preciso ter um cuidado especial com a nutrição do peludinho. Por falar nesse assunto, você sabe o que os cães podem comer? Veja uma lista