Gato com tosse: o que pode estar acontecendo com o pet? Se você notou esse sinal clínico apenas uma vez e o bichano não voltou a tossir mais, tudo bem. Pode ter sido só uma irritação momentânea que já passou. Contudo, caso a tosse seja persistente ou outro sinal clínico apareça, é preciso agir. Veja o que fazer!

gato com tosse

Gato com tosse: será que isso é normal?

A tosse é algo natural e que é consequência de um reflexo do aparelho respiratório. Ela acontece quando qualquer fator irritante, seja ele físico ou químico, afeta um órgão que participa do processo de respiração.

Ela pode ser seca ou produtiva (quando tem secreção). Embora seja um processo orgânico comum, a tosse pode tanto ser pontual quanto aparecer como uma manifestação clínica de uma doença.

Para saber qual é o caso gato tossindo, o tutor pode observá-lo. Caso note que ele tossiu uma vez apenas e não apresenta outro sinal clínico, tudo bem. É possível que ele tenha aspirado algo que foi irritante e já passou.

Entretanto, no caso de tosse persistente ou quando outro sinal clínico é notado, algo não está bem. O animal precisa ser examinado por um médico-veterinário. O profissional poderá avaliá-lo e prescrever o remédio para tosse de gato adequado.

Quais os outros sinais que podem ser notados junto à tosse?

Quando o gato com tosse está doente, há grande chance de ele apresentar outros sinais clínicos. Dentre os mais comumente notados pelo tutor estão:

  • Gato com tosse e chiado ao respirar;
  • Apatia;
  • Secreção nasal;
  • Secreção ocular;
  • Gato com tosse e espirro;
  • Febre;
  • Relutância em comer;
  • Gato com tosse seca

gato com tosse

Quais as doenças que deixam o gato com tosse?

Gato com tosse, o que pode ser? Na verdade, há várias doenças que podem estar ligadas a esse sinal clínico. Conheça as principais:

  • Pneumonia: doença que tende a estar ligada a um quadro infeccioso. Pode ser consequência da ação de uma bactéria, como a Pasteurella ou Bordetella, por exemplo. Contudo, também pode estar ligada à ação de um agente viral, como o calicivírus. Há ainda as pneumonias fúngicas, causadas, por exemplo, pelo Cryptococcus e a consequente da presença de parasita como o Aelurostrongylus abstrusus;
  • Neoplasias: que podem ter origem metastática ou de causa primária. Nesse caso, as opções de tratamento são limitadas e focam em aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida do animal;
  • Corpos estranhos: nesse caso, a presença do corpo estranho se deu por meio da aspiração, gerando um processo inflamatório com ou sem a presença de infeção bacteriana secundária;
  • Asma felina: acontece quando o pet tem uma hipersensibilidade, que leva a uma alteração nos bronquíolos. Embora seja uma doença tratável, não há cura. Animais asmáticos devem ser acompanhados;
  • Bronquite: quadro inflamatório que requer tratamento e acompanhamento constante.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito com base nos sinais clínicos, bem como na avaliação dos parâmetros fisiológicos do animal. É possível que, dependendo da suspeita clínica, o profissional solicite alguns exames complementares, como, por exemplo:

  • Radiografia;
  • Exames de sangue como, por exemplo, análises bioquímicas e hemograma
  • Análises coprológicas (exame de fezes);
  • Tomografia computorizada;

Tratamento e prevenção

O tratamento varia de acordo com a causa. A pneumonia bacteriana, por exemplo, pode ser tratada com antibioticoterapia. A administração de antitérmico também pode ser prescrita para o controle da febre.

Há, ainda, alguns xaropes fitoterápicos, que podem ser prescritos pelo médico-veterinário para ajudar a controlar o sinal clínico.  Contudo, o melhor mesmo é focar na prevenção. Algumas das causas de gato com tosse podem ser evitadas.

É o caso, por exemplo, da calicivirose, que pode ser evitada ao garantir que o felino receba a vacinação em dia. Já os danos causados pelo  Aelurostrongylus abstrusus podem ser evitados com a administração de vermífugo, de acordo com o protocolo indicado pelo médico-veterinário.

gato com tosse

Além disso, é preciso garantir que o animal receba uma nutrição adequada, mantenha um bom escore corporal e receba atendimento sempre que apresente qualquer sinal clínico.

Por falar em prevenção, como está a carteirinha de vacinação do seu bichano? Está em dia? Veja quais vacinas ele tem que tomar e quando.