Entre as funções desempenhadas pelos cachorros nos dias de hoje, a de cão-guia é, sem dúvidas, uma das mais conhecidas e admiradas.

Ainda assim, o tema gera muitas dúvidas não só entre curiosos e interessados em cachorros, como também nas famílias que convivem com um familiar com deficiência visual e que poderia se beneficiar do trabalho desses pets para lá de especiais.

dois cães que são guias um preto e um branco

A fim de ajudar tanto aqueles que poderão precisar de um cão-guia quanto aqueles que não sabem como reagir diante desses cachorros, respondemos, abaixo, sete perguntinhas muito comuns sobre os cães-guia.

1. Qualquer cachorro pode se tornar um cão-guia?

Não. Para ser um cão-guia, é preciso que o cachorro tenha um temperamento dócil e obediente. Além disso, é fundamental que o futuro cachorro guia seja forte e tenha porte médio ou grande. Afinal, ele deverá ter força para guiar um ser-humano.

Por contarem com essas características, as duas raças mais usadas como cães-guia são labrador e golden retriever. No entanto, também é possível fazer o treinamento de outras raças, como o pastor alemão.

Na Nova Zelândia, já existem casos de sucesso de cães SRD (sem raça definida) que se tornaram cães-guia!

2. Como é o treinamento de um cão-guia?

Para se tornar um cão-guia, o pet precisa começar a ser treinado desde muito jovem. Geralmente, com 2 meses o filhote já passa a ser observado em relação à sua saúde, temperamento e liderança.

Caso se mostre apto ao trabalho, o cachorro passa a morar com famílias voluntárias, treinadas para garantir a correta sociabilização do futuro cão-guia com pessoas e outros animais em diversos ambientes, simulando situações pelas quais o cachorro poderá passar.

Essa fase do processo também inclui o auxílio de um adestrador especialista, que ensinará ao cachorro comandos específicos, assim como a desviar de obstáculos, subir e descer escadas, atravessar a rua, saber se comportar em diferentes locais e meios de transporte etc.

Para que o pet se torne um cão-guia, o treinamento leva cerca de dois anos, sendo que, após esse período, o pet também precisa passar por uma fase de adaptação junto a pessoa com deficiência visual que irá guiar.

3. O cão-guia é indicado para todos os deficientes visuais?

Embora seja um excelente recurso, não são todas as pessoas com deficiência visual que se adaptam. Para dar realmente certo, é fundamental que a pessoa tenha condições de receber o cão, que tenha mobilidade e que seu perfil seja compatível com o do cachorro.

Pessoas muito inseguras em relação ao uso do cachorro como cão-guia, ou pessoas muito agitadas, por exemplo, podem passar essa insegurança e agitação para o pet, dificultando seu trabalho. Algumas pessoas com deficiência visual se sentem melhor e mais seguras com o uso da bengala.

4. Por que é relativamente difícil ver cães-guia no dia a dia?

Além da adaptação, que explicamos a questão anterior, o cão-guia tem preço bastante elevado, o que contribui para que não vejamos tantos pets no dia a dia.

Afinal, por conta de todas as exigências e do treinamento especializado, estima-se que o custo da preparação de um cão-guia fique acima de R$ 30 mil.

cão-guia com cadeirante

Por isso mesmo, é difícil para ONGs e associações arcarem com esse custo e fazerem doações. Não à toa, o tempo de espera para receber um cão-guia pode passar de três anos.

5. O cão-guia pode entrar em qualquer lugar?

Sim! De acordo com a Lei 11.126 da nossa legislação, a pessoa portadora de deficiência visual tem o direito de entrar com seu cão-guia em “todos os meios de transporte e em estabelecimentos abertos ao público, de uso público e privado de uso coletivo”.

Isso significa que nenhum restaurante, hotel, supermercado ou qualquer outro estabelecimento pode proibir a entrada do pet. O local pode, no entanto, solicitar documentação que comprove o treinamento e a atividade do cão.

6. Como agir diante de um cão-guia?

Se cachorros já são irresistíveis normalmente, que dirá quando estão fazendo o bem, ajudando quem precisa a ter mais independência! Mas lembre-se de que o pet está a trabalho.

Sendo assim, não brinque com ele ou faça qualquer coisa que poderá desviar sua atenção. Isso inclui oferecer petiscos e até mesmo falar com o cachorro.

Caso esteja acompanhando a pessoa portadora de deficiência visual, prefira andar atrás dela e do cão-guia ou do lado direito. Ficar do lado esquerdo (o mesmo lado do cão-guia) pode confundir e atrapalhar o cachorro.

7. Cães-guia se aposentam?

Sim! Ao contrário do que muitos pensam, o cão-guia não trabalha ao longo de toda sua vida. Devido à idade, a partir de uns oito ou dez anos, é comum que eles passem a apresentar problemas de saúde e que percam força, agilidade e disposição.

cão-guia branco olhando para a foto na grama

Quando isso acontece, o cão-guia é aposentado, passando a morar como animal de estimação com o tutor ou sendo adotado por outra família.

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